Engenharia de Segurança do Trabalho - Pós Graduação - IPOG - Especializando Vencedores

Pós-Graduação

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Engenharia de Segurança do Trabalho

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   O desenvolvimento do Brasil ao longo das últimas décadas trouxe uma mudança de patamar de desenvolvimento econômico que o transportou de um país de características agropecuárias e de atividades extrativistas, com produção industrial básica e exportações quase exclusivamente de matéria prima, sem valor agregado, para um patamar de utilização de novas tecnologias à produção industrial e ao agronegócio.

   Esse crescimento na diversidade e na complexidade dos processos industriais trouxe uma ampliação dos riscos inerentes ao processo produtivo, com o consequente aumento dos acidentes e doenças do trabalho. O país então alçou a triste colocação de ter um dos maiores índices de acidentes de trabalho do mundo. Na década de 70 foi campeão mundial de acidentes de trabalho. Desde então vem lutando para reduzir esses índices, e para tal vem investindo na inclusão da gestão de segurança e saúde no trabalho a todos os processos produtivos.

   É vital nesse processo a existência de profissionais da prevenção de acidentes preparados para o enfrentamento desse desafio.

   As atividades industriais brasileiras estão cada vez mais diversificadas, com processos fabris complexos e com o uso de alta tecnologia. A implementação de técnicas modernas para o aumento da produtividade e a competitividade no mercado interno e externo traz em seu bojo riscos ocupacionais relevantes.

   No campo não é diferente. Novas fronteiras agrícolas estão sendo criadas e técnicas de alta complexidade são hoje comumente utilizadas na agricultura e pecuária para o crescimento da produção. No campo da infraestrutura e logística, o Brasil apresenta enorme carência de obras civis, mesmo com tais empreendimentos significando melhor qualidade de vida para a população e potencialização das atividades comercial e industrial. Atualmente os setores produtivos são penalizados por congestionamentos aeroportuários, estradas ausentes ou sem manutenção, unidades de abastecimento e saneamento insuficientes, subdimensionamento das vias urbanas, sistema energético precário; e a população constantemente é prejudicada pela baixa qualidade de obras públicas e dificuldades com prestadores de serviços especializados. Esse quadro somente pode ser revertido com investimentos maciços na formação de bons técnicos, que atendam às necessidades de mercado, especialmente na gestão de segurança do trabalho.

   A indústria da construção é outro polo de grande expressão econômica, agregando uma grande parcela da mão de obra nacional, e o risco de acidentes da atividade é dos mais altos, tendo um grande número de acidentes de trabalho, mormente os graves e fatais. A gestão de segurança nesse ramo de atividade se torna um aspecto vital para as empresas, especialmente devido ao enfoque de prioridade que tem sido dado pela fiscalização do Ministério do Trabalho.

   O impacto da má gestão dos riscos ocupacionais nos resultados econômicos da empresa é determinante para sua sobrevivência em um mercado tão competitivo. Hoje as empresas necessitam investir em bons profissionais de segurança e saúde no trabalho para gerir adequadamente seus programas de prevenção de riscos nos ambientes de trabalho e o engenheiro se segurança do trabalho é peça fundamental desse quadro.

   Mesmo com o antigo cenário da produção nacional, o Ministério da Previdência Social já registrava uma média de 700 mil casos de acidentes de trabalho por ano, o que gerava um impacto negativo de cerca de 70 bilhões de reais. Esses acidentes ainda resultam no impedimento laboral do trabalhador por lesões, mutilações, doenças ocupacionais, transtornos psíquicos e até a morte, na maioria das vezes sendo provocados por fatores como: obsolescência tecnológica, mobiliários inadequados, ritmos acelerados, assédios, cobranças exageradas e desrespeito às leis.

   Para atenuar este quadro, a aplicação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), a partir de 2010, obrigou as empresas a pagarem mais impostos sobre a folha de pagamentos conforme o índice de acidentes de trabalho, sendo que tais recursos seriam destinados ao financiamento do Seguro Acidente de Trabalho (SAT), custeando benefícios ou aposentadorias decorrentes de acidentes de trabalho. Além disso, uma nova Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho foi criada em 2011, que antes era focada em reabilitação e tratamento, agora prioriza a prevenção, com ações combinadas de três ministérios: Previdência, Trabalho e Saúde.

   Esse quadro de desenvolvimento ameaçado por altos índices de acidentes de trabalho é o grande motivador para a proposição do curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho do IPOG, cuja proposta básica é suprir o país com profissionais capazes de atuar no setor produtivo, potencializando a geração de riquezas, mas com a preservação da vida e da saúde do trabalhador.

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